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sábado, 14 de julho de 2012

NO OUTONO DOS QUARENTA ANOS

    
                  


Comparo a chegada dos quarenta anos como o outono,onde as árvores perdem suas folhas e em seguida se renovam.Entre os  seres humanos e árvores existe uma certa associação.Ao chegarmos aos quarenta anos de idade,estamos na metade de nossas vidas,é a maturidade que chegou, e a partir daí começam as perdas físicas, tomamos consciência de que não somos mais ágeis nem fortes e que estamos a mercê do tempo e suas marcas.Mas nesse outono não se tem só perdas,assim como as árvores as pessoas também se renovam,mas desta vez a mudança é interior.No dia em que completei 40 anos fiz uma reflexão profunda sobre quem eu era, e descobri que minha grande preocupação era agradar as pessoas e ser popular mesmo que para isso eu tivesse que abrir mão das minhas vontades e conviver com a falsidade extrema por parte das pessoas que acreditava que gostavam de mim.Eu precisava mudar, por esse motivo,não festejei meu aniversário,simplesmente  tranquei-me no meu quarto,fiz um auto exame de consciência comportamental e escrevi o texto abaixo,cujo título:JURO E PROMETO PARA MIM QUE...,contém regras que determinaram como eu procederia daí para a frente.Hoje compartilho com meus leitores as normas sob as quais estabeleci viver. Às vezes fraquejo,claro,afinal sou humana, mas ao ler minhas determinações recarrego minhas energias e volto a ser forte.


JURO E PROMETO PARA MIM QUE...

v  A partir de hoje não lamentarei mais pelo que deixei de fazer ontem, afinal de contas o dia já passou e não voltará mais, portanto nada poderá ser mudado, mas se for minha escolha, poderei mudar o amanhã.Porém agora sei também que não posso fazer o melhor amanhã sem primeiro fazer o melhor hoje.

v  A partir de hoje todos os dias em que eu me olhar no espelho me verei como alguém que tem valor e merece todo o meu respeito e admiração.

v  A partir de hoje escutarei a música que eu quiser e não as determinadas por mídias.
v  Não seguirei padrões fashions e não me importarei com unanimidade.
v  A partir de hoje me olharei com mais cuidado e tratarei minha vida com mais carinho.
v  Não farei questão de agradar a ninguém, somente a minha família.
v  A partir de hoje me esforçarei o máximo para dizer ou ao menos tentar dizer somente verdades, mas em compensação exigirei que verdades me sejam ditas.
v  Me tornarei inacessível a quem  me procurar tendo em vista somente  interesses de qualquer natureza, pois aprendi a identificar pessoas falsamente interesseiras.
v  A partir de hoje passarei a observar atentamente meus passos e superarei  os desgostos de cabeça erguida caso haja tropeços.
v  Coragem e determinação serão preponderantes no enfrentamento com quem ousar me desafiar
v  Superarei todas as barreiras que tentarem impedir minha busca por crescimento.
v  A partir de hoje darei um passo de cada vez e viverei com calma, um dia de cada vez.
v  Em nenhum momento darei permissão de mancharem minha imagem e nem de atrapalharem o meu desejo de ter sucesso em minhas aspirações.
v  A partir de hoje não deixarei que ninguém determine o que devo fazer, serei dona do meu destino e das minhas vontades.
v  A partir de hoje homem nenhum me fará sofrer, NUNCA MAIS!
v  A partir de hoje determinarei que só considerarei algo bom, se for bom  para mim.
v  Abrirei meu coração e transparecerei minha alma somente a quem merecer minha confiança.
v  Buscarei estar perto de pessoas que me compreenderem.
v  A partir de hoje somente eu serei responsável pela minha felicidade e não hesitarei em combater tudo o que impedir de manter-me feliz.
v  A partir de hoje farei somente o que eu quiser com quem eu quiser, quando eu quiser e onde eu quiser.
v  O crédito de tudo o que eu conseguir de melhor, darei somente a mim, pois sei que agora sou capaz de encontrar subsídios para naturalmente me tornar uma pessoa melhor, sem me importar com as opiniões formadas a meu respeito.
v  Não me sentirei obrigada em aplaudir as tentativas de dar a volta por cima de todos aqueles que me magoaram.
É claro que mesmo com todas essas mudanças pré- determinadas para a vida que começo agora aos meus 40 anos, jamais pretenderei ser perfeita, e não exigirei que os outros também me dispensem perfeição, já que perfeição absoluta não existe.
A partir de hoje tomo as rédeas da minha vida, por este motivo juro e prometo a mim mesma que nenhuma pessoa fará comigo o que eu não quiser que ela faça.
SÔNIA MALTEZ

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O QUE ACONTECEU COM A ORLA DE MARACANÃ...?



                                1998, A ORLA RECÉM INAUGURADA

                  ATUALMENTE  VANDALISMO NA PEDRA INAUGURAL
                           
                ATUALMENTE, CIMENTO AO INVÉS DE PEDRA PORTUGUESA
                                       E O LIXO NA PARTE INTERNA

                        
Lembro-me do velho Tiro e Queda, lugar onde nós maracanaenses nos deliciávamos em curtições permitidas pela nossa juventude, quem não queria estar na praça o tinha como a segunda opção de lazer, namorávamos, juntávamos grupo de amigos, sentávamos nas canoinhas amarradas à beira mar e jogávamos conversa fora ao luar, comigo iam amigos como  Socorro, Cláudia e Solange, que em algumas vezes ajudavam a conduzir meus filhos Juliane e Jonathan  em nossos passeios. Pessoas que não faziam parte do nosso grupo, também  se deslocavam para lá com o mesmo propósito que tínhamos, juntavam-se a nós, e juntos cantávamos, conversávamos e contávamos piadas.   Nessa época tínhamos liberdade de trafegar em frente nossa cidade, ah... Não  posso esquecer da mangueira  em frente a casa do seu Jonas Machado, onde  casais ou colegas disputavam um espaço naquelas enormes raízes expostas no solo, quantas  tardes e noites nos deliciamos com o por do sol naquele lugar, éramos livres, completamente livres e felizes.
A “Turma da Fulhanca”, (nome criado  pelo Brazinho para substituir a palavra fuzarca) era parte da composição da juventude maracanaense na década de 70, composta por: Espiga, Daniel, Zeca, Éldio Piedade, os irmãos, Evandro e Nevinha Almeida, os irmãos, Alexandre e Roberto Salomão, os irmãos, Socorro, Nando e Raimundinho Sá, os irmãos, Ró, Leila e Carlinhos Botelho, Moisés, Raimundo e Lena, Jorjão e Míriam, Beto e Guigui, os irmãos, Renato (Periquito), Tereza  e Joaquim Ferreira (filhos da Prefeita Dona Ney)
e seus amigos Reinaldo Ruivo e Ângelo, os irmãos, Alfredo, José Antônio e Inês (filhos do Juiz de Direito, Dr. José Antônio Gonçalves Alves), Olizinho, Waldete Amaral , Leno, Sílvio, Ximango e eu Sônia Maltez. Juntavam-se a nós, Haroldo Almeida, filho do Prefeito de Igarapé Açú, Gidalte Alves Almeida, juntamente com Toninho e Joca filhos do rei da Pimenta Preto Tomé que deslocavam-se  para cá na  “frota”de Fiats do pai, não citarei  nomes de  alguns membros do grupo que hoje por estarem inseridos na política partidária local, não iriam gostar de vê-los aqui expostos. Mas quem viveu essa época sabe como essa memória faz bem para todos nós pela solidez da amizade e pela liberdade que tínhamos.  Todas as vezes que nos encontramos para um bate papo, lembramos das brincadeiras em lugares públicos como a orla, a praça onde sequer tínhamos noção do que era  perigo. Nessa época a iluminação local era gerada por um motor da Força e Luz instalada em uma pequena usina  na Rua Espírito Santo com a esquina da Trav. Ernesto Gomes, este motor era desligado a meia noite, e mesmo no escuro nos divertíamos com músicas gravadas nas fitas cassetes dos carros dos meninos ou com as serestas que fazíamos ao luar entre a praça e a "beira", ( antes a orla era chamada assim, devido as falésias que nos separam do mar).
Em 1998 na administração do Prefeito Rafael de Loureiro Reis, a orla de Maracanã ganhou de presente a construção de um passeio feito com pedras portuguesas e bancos, o espaço ficou bem estruturado fisicamente e visualmente, por esse motivo, muitos habitantes o instituíram como o espaço para suas caminhadas e momentos de lazer, que incluía namoro ao luar ou ver o por do sol, mas ela apesar de bonita faltava algo, árvores, e aí entra o trabalho dos moradores dos arredores e de D. Anita Botelho, que plantaram mudas de árvores  que nos presentearam com sombra e beleza, não havia dia nem hora estabelecida para moradores ou visitantes se deliciarem com a paisagem  que se estendia à sua frente.
 Atualmente, tudo o que ouvimos é que não se pode mais trafegar pela orla, devido a incidência de roubos que nela acontecem.  Durante o dia no quarteirão que faz frente ao BANPARÁ, vemos um policiamento ostensivo dos militares da cidade, inclusive com a presença de sua viatura, depois que esta instituição financeira fecha, a segurança militar transfere-se para o entardecer em frente ao posto de combustíveis (único na cidade). Você já deve ter entendido o porquê desse efetivo, grana extra é claro. 
Eu vivia em um mundo restrito de pessoas que não têm idéia do que na realidade acontece em determinados locais nesta cidade, somente imaginava as cenas através dos comentários que ouvia. Porém neste domingo dia 15 de abril, após chegar do município de Bonito onde acompanhei os jogadores quarentões do Botafogo para uma partida amistosa com um time da referida cidade, tive necessidade de fazer uma ligação pela operadora TIM, cujo sinal aqui só é disponibilizado na orla, para minha surpresa, fui abordada por um garoto com aproximadamente 16 anos de idade, que portava uma faca normalmente  destinada   para uso doméstico de corte de carne ou de peixe, que com todo atrevimento peculiar de um meliante , pediu-me  que não olhasse para ele e que lhe entregasse o meu telefone móvel, confesso que estranhei minha frieza diante da situação, pois me dirigindo a ele  disse que daria sim,mas primeiro tiraria o chip, e como ele não me olhava, desconectei a bateria do aparelho e o entreguei, o pilantrinha sumiu tão rápido quanto apareceu, existem outros detalhes que não relatarei aqui, pois  estenderia demais essa leitura.
Dia 16 segunda feira, estava eu na esquina do "Castelo de Grayskull" , (em frente ao Botafogo) com meus colegas do Clube da Esquina, Rildo Guimarães, Sidney Lobo, Leonardo Lobo, Ezequiel Salomão, Dorico e  Maylon, quando por volta de 21:00h chegou o Marcelo Almeida nos contando que tinha presenciado uma ação de um bandidinho, que com uma faca ao ouvido fingindo ser um telefone celular,  na maior cara de pau dirigiu-se para um casal que estava no banco da orla e extraiu-lhes os telefones. E aí eu pergunto, onde está o direito de ir e vir, que nossa Constituição “nos dá”...? Onde está a segurança que teria que ser implantada a partir da arrecadação  dos nossos impostos ...? Maracanã pela sua extensão física não era para estar entregue a esse descaso pelas esferas responsáveis. Na orla, já era para ter sido promovida uma revitalização com mais iluminação, mais limpeza, existe uma parte do passeio que as pedras com passar do tempo se soltaram, e simplesmente foi colocada uma  massa de cimento, para tapar os buracos que ficaram e que nem  são tão grandes, esse trabalho mal feito mudoude forma tosca e grosseira  toda a estética de sua origem, se realmente houvesse boa vontade administrativa daria para manter o padrão original .
Hoje eu entendo porque a orla de nossa cidade de Maracanã, tão “endeusada” em alguns pronunciamentos e postagens no Facebook, está transformada em um lugar lúgubre, abandonado pela população que não se sente segura para ir com a família ou amigos jogar conversa fora, namorar ou simplesmente curtir o luar ou o por do sol. Que pena que a juventude atual não possa  desfrutar da mesma liberdade que outrora tivemos. Onde estão os maracanaenses que gritam aos quatro cantos que amam esta terra, se a amam tanto assim como ousam abandoná-la, deixando morrer um cartão postal que é mostrado na mídia como propaganda enganosa. Se observarmos com mais raciocínio chegaremos à conclusão de que na verdade a  orla tornou-se um elefante branco para sua população, pois atualmente não tem serventia nenhuma, e deveria ser um espaço livre para  lazer. A orla em sua extensão que fica em frente à praça, tornou-se uma favela, onde construções grosseiras,  horrorosas, esgotos a céu aberto, lixões e barracões de festa que promovem verdadeiras orgias para menores de idade, que se embebedam aos fins de semana e aumentam o medo que as pessoas de bem tem de sair de suas casas, seja para um simples passeio, um lanche ou um sorvete, pois devido o barulho ensurdecedor do volume fora da lei das aparelhagens, que abusam da autoridade policial teimando em manter seus volumes ensurdecedores, tirando das famílias o direito de desfrutar bons momentos em grupo em um espaço aberto propício. Isso tudo  apaga    a  beleza da frente da cidade que é tida como paixão em discursos demagógicos que ouvimos nos dias em que nossa cidade iguala-se ao Império Romano.
 Quem ama não maltrata, vamos nos unir e restaurar o tráfego de pessoas na nossa orla vamos nos mobilizar de alguma forma e reivindicar mais iluminação e segurança noturna, vamos resgatar direitos fundamentais que temos e que estão sendo esquecidos diante da hipocrisia do “não vou dar continuidade porque não fui eu que fiz”. Os problemas que existem em nossa orla são evidentes, e até quando vamos deixar que eles sejam mascarados por aqueles que andam em seus carros com vidros fechados e peliculados, precisamos nos conscientizar de que eles não precisam da orla nem da praça para seu lazer, nós trabalhadores comuns  sim, precisamos, então mãos a obra, vamos resgatar nossa Maracanã antes que seja tarde demais.
                                               Sônia Maltez

 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ESTAMOS CADA VEZ MAIS SÓS, MAS COM CRIATIVIDADE E INTELIGÊNCIA SE CONSEGUE SUPERAR ESSE INDIVIDUALISMO HUMANO.


Você já parou para analisar que os objetivos coletivos, não se direcionam mais para os mesmos ideais, que vivemos em um mundo antagônico, onde muitas vezes as pessoas em quem você mais confia te traem por uma boa oferta, principalmente no espaço dividido pelo gênero feminino. E quanto a nossa reação diante desse aspecto comportamental, como nos posicionamos. Ora! somos humanos e dotados de inteligência que nos torna capazes de adaptarmos e convivermos com esse mundo de inconstância, onde egos degladiam-se diariamente em busca de resultados que beneficiem a individualidade. Particularmente exercito minha adaptação no meio social onde vivo de uma forma que não agrada a grande maioria. Porque não gosto de unanimidade pois a vejo como hipocrisia, tenho meu senso crítico próprio e respeito o dos outros, porém esse respeito não me retorna com reciprocidade, mas isso também não me abala. Normalmente em cidades pequenas do interior, todos têm mania de saber as preferências dos outros, principalmente na política partidária, onde, correligionários pequenos de espírito, vivem nas cozinhas dos políticos dedurando os que são considerados “contra”, e com isso lá vão ganhando suas esmolas (porque isso é passageiro) dos gestores no poder.
Em cidades do interior é assim, se você não compactua com a opinião da maioria está fora do contexto, é ovelha negra. Mas fala a verdade, como é bom sermos nós mesmos, pois não corremos o risco de nos trair em qualquer circunstância.
Outra escolha que gera desconforto é a manifestação de fé das pessoas o motivo óbvio, algumas preferências desencadeiam fanatismos absurdos, religiões que separam as pessoas, usando o argumento de que são as certas, e que pelo fato de afirmarem que são as certas, já estão erradas.
O homem ao longo de sua evolução descobriu a necessidade de viver em grupo para sobreviver e se desenvolver, porém não se sabia que mais tarde, essa adaptação tomaria outros rumos priorizando a satisfação particular e renegando o respeito pelas diferenças comportamentais para um outro plano.
Desenvolvi uma técnica para viver em grupo ou sozinha (o). Posso dividir com você.
MINHAS DICAS PARA VIVER SÓ E EM PAZ
*Seja educado e sincero em qualquer que seja a circunstância , agora, se o meio em que você viver for permeado por falsidade diga tchau e vá embora, ninguém tem obrigação de se igualar aos hipócritas.
*Quando estiver sem nada para fazer, leia um bom livro, principalmente os escritos por humanistas e sociólogos, pois eles nos dão suporte para entender a natureza humana em toda a sua essência.
*Busque na televisão canais educativos, pois eles não te obrigam a assistir as desgraças do cotidiano.
*Ouça música cante e dance, ela faz com que você viaje e se desligue de problemas e aflições.
*Não tenha vergonha se suas escolhas não são unânimes, ter coragem de assumir seu caráter sem se preocupar em agradar é fascinante.
*Aprenda a fazer artesanatos, é maravilhoso e um ótimo passatempo.
Você pode me perguntar se existe felicidade para quem decide se eximir da companhia de grande parte das pessoas com quem convive por não ter estrutura para conviver com hipocrisia, te responderei que não precisamos dos outros para sermos felizes, precisamos das pessoas para conviver, mas se essa convivência não nos fizer bem, temos que partir em busca de mecanismos que preencham nossa vida de forma satisfatória, como os que eu citei anteriormente.
O que não dá é ficar amargando companhias inconvenientes, que não concordam com seu ponto de vista, (ninguém tem obrigação de concordar conosco sempre) mas seria mais interessante diante da discordância haver um debate sadio, para se chegar a um denominador que pode ser incomum, mas transparente e respeitoso.
Muitas vezes a covardia faz com que comentários não se manifestem em sua presença e sim para terceiros e em grande parte com resquícios de crítica maldosa, assim não dá.
São fatores como esses que me dão força para ser feliz sem precisar me igualar com a “maioria”.
Sônia Maltez

A VERDADEIRA BELEZA HUMANA QUE NÃO INTERESSA AOS PADRÕES FASHIONS


A sociedade humana mudou, hoje quem não segue a neura que estabelece o padrão de beleza imposto pelo mercado "siliconado e chapinhado", e que precisa de uma ervilha por dia para ficar de "bem com a vida", está totalmente fora do contexto. As revistas, enchem suas paginas de planos alimentares e comerciais de inibidores de apetite tomam conta das publicidades, que cansam as poucas pessoas normais, que ainda existem na face da terra. Vemos mulheres e homens desesperados na malhação que dura horas, em busca do corpo ideal, horas que também deveriam ser gastas, na busca de uma nova consciência de se reinventar e fazer com que essa determinação servisse de agente para resgatar os valores que aos poucos estão sendo perdidos em detrimento da paranóica busca do TER e não do SER.
Exemplo desse ser que tanto o mundo precisa está aqui nesta foto de um grupo de professores homenageados no dia do desfile escolar de 7 de setembro de 2009 no município de Maracanã-Pa, mulheres e homens que ao longo de suas vidas exerceram um papel fundamental na educação de crianças que hoje são pais e mães de família exemplares. Essa homenagem representa a consolidação do respeito por esses mestres que possuem uma beleza que foge dos padrões que hoje a sociedade exige, é uma beleza resultante do desafio de educar, que se renovava a cada aula dada, beleza adquirida através do conhecimento humano, pois na época em que elas exerciam a docencia, não se tinha recursos que hoje temos para ministrar aulas, a dedicação era buscada através da cultura local.
Professores mal remunerados, desrespeitados na sua nobre profissão, com o pouco salário que recebiam, mas que se aposentaram e hojem vivem felizes, com a beleza dos cabelos brancos, das rugas e dos quilinhos a mais.
Nunca vestiram grifes, nunca seguiram padrões fashions, porém têm no semblante o emoção em forma de sorriso, resultado da felicidade diante do dever cumprido. Nesta sociedade em que vivemos onde padrões de beleza se constroem através da estética, poucas são as pessoas que podem se dar ao luxo dessa BELEZA.
Sônia Maltez

SISTEMA DESRESPEITOSO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE - SDAC


Quantas vezes sentimos vontade de entrar pelo fone do nosso aparelho de telefone e esganarmos os atendentes que estão do outro lado, por não conseguirem resolver nossos questionamentos, diante da prestação desrespeitosa de serviço por parte da prestadora de telefonia da área em que moramos.
Agora para piorar inventaram a tal atendente virtual, é irritante falarmos com uma máquina que sequer entende quando respiramos mal humorados e ficam repetindo que, “não foi possível entender qual a opção que você deseja”, e quando pedimos para falar com o atendente, a virtual “delicadamente” responde, “ vamos encaminhá-lo para um de nossos atendentes, mas primeiro responda, qual a opção que você deseja?.
Eu pergunto: Custa nossas ligações serem repassadas diretamente para os atendentes ao invés de fazer-nos perder tempo com máquinas que ao simples arfar de sua respiração, captam o som como se fossem palavras.
Próxima etapa, depois de termos vontade de, tacarmos nosso telefone na parede, somos finalmente atendidos e repassados para mais tantos atendentes forem necessários, e aí vamos nos irritar com a pessoa que nos atende do outro lado com extrema delicadeza.
Façamos uma análise para não sermos injustos, é claro que muitas vezes o cliente torna-se ignorante em decorrência do descaso que algumas empresas têm com quem usa seus serviços. Existem situações que são desgastantes, pois atendentes nos passam para outros, contamos a mesma história horas a fio e não temos o problema resolvido. Todos nós sabemos do desrespeito com que o consumidor é tratado neste país. Porém é interessante reconhecermos que, o (a) pobre atendente não tem culpa pelo mal estruturado serviço, que ele (a) é obrigado a prestar, desencadeando raiva e impaciência no cliente. Mas, sabe como entendemos o outro lado? Colocando-nos no lugar dele (a). Se você é atendente de call center e como consumidor liga para determinado local e te repassam para seis pessoas (isso já me aconteceu), ouvindo sete minutos de musiquinha na espera e nenhum deles resolve seu problema, durante 8 dias consecutivos pagando ligação interurbana, e quando você consegue falar no oitavo dia também não tem solução porque o prazo para reclamar expirou e você perdeu com isso , R$870.00 qual seria sua reação? É difícil reagirmos a fatos como esse com bom humor, apesar de sabermos que a culpa é do sistema interno das empresas. Mas mesmo assim o funcionário, merece nosso respeito, porque ele indiretamente também é lesado psicologicamente por esse Sistema Desrespeitoso de Atendimento ao Cliente.

Sônia Maltez

COBRAS E HUMANOS UMA CONSIDERAVEL DIFERENÇA .


Você já percebeu, quando falamos sobre elas ou o simples fato de exibirmos sua imagem causa pânico. Porque a conhecemos com animais perigosos que envenenam e matam sem dó.
Será que estes pobres animais merecem tanta hostilidade assim. Já que o seu ataque faz parte do seu instinto de sobrevivência. Percebemos que todas as fotos de cobras que atacaram seres humanos, em sua maioria os humanos estão em seus habitats, o homem no caso é o grande intruso... E se ele for atacado por um réptil ou qualquer outro animal em sua casa a causa é a ocupação desordenada dos espaços que outrora eram matas, e por esse fator os animais perderam suas moradas e estão migrando para centros urbanos.

Há muito tempo atrás eu escrevi este texto:

Porque será que não podemos ter nossa própria convicção sem sofrermos opressão por parte daqueles que acham que tudo tem que ser sem repetidamente chato e sem graça. E muitas vezes por isso somos envenenados por uma maioria com língua de víbora para justificar sua fraqueza de espírito diante dos que tem coragem de pensar e agir de acordo com seu ponto de vista, não se importando com popularidade.
Porque nesta sociedade hipócrita que vivemos, não é dado espaço a quem manifesta suas convicções, a quem tem base para expressar-se e não tem preço para se dar bem econômicamente e socialmente. Eu que faço parte desse contexto diferenciado, sei perfeitamente o que represento para cada pessoa com quem convivo, muito embora a maioria pense que me engana.
Na maioria dos ambientes de trabalho, quem não compactua com interesses muitas vezes ilícitos do chefe fica de fora do seu grupo, só é tido como funcionário amigo, aquele que comunga com os planos e principalmente aquele que trás cifras para o bolso do patrão, os que realmente querem ver o trabalho ser feito dentro do padrão sério determinado pelas normas institucionais e empresariais e com o devido respeito para quem desse trabalho usufrui, ficam de fora vendo a banda passar, esses funcionários não são levados a sério.
Sempre busquei na leitura, respostas para minhas dúvidas, mas também aprendi a analisar o ser humano e adquiri o hábito de não confiar em ningúem, porque as pessoas só gostam das outras quando há interesses em comum, quando esses interesses tomam uma outra dimensão, o afastamento é o primeiro passo.
Há bastante tempo acompanho de longe o desenrolar das eleições no meu município, e observo fatos interessantes. Diante das divergências partidárias, clientes se afastam dos bares, porque o dono não vota para o mesmo candidato que ele, vizinhos atacam-se mutuamente com músicas ofensivas, e deixam de se falar durante o processo eleitoral, os puxa-sacos de ambas as partes vivem se degladiando no intuito de derrubar quem é "do contra". Depois de ocorridas as eleições, a sem-vergonhice impera, todos voltam ao normal, como se nada tivesse acontecido, e se o canditato vitorioso não cumprir suas obrigações adminstrativas , mas o seu eleitor estiver sendo beneficiado de alguma forma não tem problema para ele está tudo bem, danem-se os outros.
O ser humano perdeu a noção do que é ser racional, vivemos em uma sociedade completamente oportunista, uma verdadeira feira de inescrupulosos, onde carreiras são conquistadas através do oportunismo e não pela capacidade de quem tem, o mau caratismo compensa o indivíduo que só quer se dar bem e não leva em conta valores morais. Muitas vezes somos vistos como ingênuos diante dos regimes sociais e políticos dos quais fazemos parte, porém sistemas radicais que nos prendem nos deixam covardes e sem poder reagir, pois se o fizermos a retaliação é violenta.
Quem é dotado de caráter e personalidade própria sabe, que durante sua vida inteira vai lidar com canalhas de comportamento asqueroso, vai ser traído por quem considera amigo ( eu poderia chamá-lo de cobra, mas ofenderia esse animal se fizesse tal comparação), vai sofrer por quem não merece um pingo de preocupação sua, vai ser enganado por patrões que se mostram publicamente como pessoas de moral ilibada, porém não tem sequer vergonha de nos bastidores forjar documentos para se manterem como chefes.
Se obtivermos sucesso, desagradaremos aqueles que não simpatizam conosco e até correremos risco de sermos apunhalados por inveja como aconteceu com Júlio Cesar.
Vivemos em um meio que não suporta ouvir verdades, muitas vezes ao dizer uma verdade você ganha um inimigo para o resto de sua vida.
É impressionante ver pessoas que quando recebem críticas ficam magoadíssimas, mas que mentem, desrespeitam, traem princípios, lesam e magoam os outros sem se preocupar com as marcas e danos que ficam em seus semelhantes
É nessa hora que entre o ser humano e a cobra, eu fico com ela, pois esse animal só ataca para se defender, e o ser humano sorrindo envenena e destrói quem diverge de seus ideais, por pura maldade e o que é pior, tendo convicção do mal que está cometendo para outro ser da sua própria espécie.

QUEM É O RESPONSÁVEL PELOS VALORES HUMANOS ATUAIS, SERÁ QUE PODEMOS BUSCAR A RESPOSTA LÁ NO PASSADO?


Na verdade os valores morais estão se perdendo e parte dessa responsabilidade é da família que cedo joga as crianças em pré- escolares ou em frente da televisão, onde os programas estão cada vez mais apelativos , fazendo apologia a sexualidade ao desrespeito e a "passar a perna" nos outros . Pais não se comunicam mais com os filhos lhes dando educação ou ensinando seus princípios básicos que se resumem em pequenas palavras como: Por favor, Obrigado, Com licença, ou chamar os mais velhos como Sr ou Sra (até porque os mais velhos, hoje, estão em constante luta contra o tempo) e não adimitem esse tratamento) . Caminhamos para uma sociedade desrespeitosa em todos os sentidos se a família não se reestruturar, pois se ela reagir ainda pode haver conserto.Por outro lado vemos a palavra Ética, ser banalizada pelos políticos como os seguidores das religiões cuja vírgula é o termo Amém o usarem e "pecarem" dioturnamente, pois pregam uma doutrina que não cumprem e vivem de acordo com seus interesses . Ou seja, estamos convivendo com a perda dos valores morais e éticos, mas se os educadores e pais quiserem ainda há uma saída . Estamos correndo contra o tempo.